Viagem ao Alasca: a fantástica experiência de ver ursos

Ursos no Alasca | Fonte: Visit Anchorage
Ursos no Alasca | Fonte: Visit Anchorage
Ursos no Alasca | Fonte: Visit Anchorage

Já pensou em ver ursos em uma viagem ao Alasca? Viver esta experiência de ver animais selvagens em seu habitat natural, caçando, se alimentando, nadando com seu filhote? Esse foi, sem dúvidas, um dos passeios mais incríveis da minha viagem ao Alasca em setembro de 2019.


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Neste artigo, serão apresentadas diversas opções de passeio, assim como os preços e melhor época para ir, além do relato da minha experiência emocionante.

LEIA MAIS: O que fazer no Alasca – 9 atrações incríveis

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Sobre o Alasca

O Alasca é um dos 50 estados americanos, sendo o maior em extensão territorial e o menos povoado, e está localizado a oeste do Canadá. Nem sempre ele fez parte dos Estados Unidos da América.

O Alasca, até 1867, era da Rússia e foi vendido aos EUA por 7,2 milhões de dólares após a Guerra da Crimeia, que debilitou a Rússia economicamente. Demorou um tempo para os americanos perceberem a riqueza existente neste estado. Atualmente o Alasca é o maior produtor de petróleo e peixes do país.

Mapa Alasca Google Maps
Mapa Alasca – Fonte: Google Maps

Diferente do que pensam, o Alasca não é só gelo. É conhecido por um relevo exuberante, com uma vida selvagem abundante e bem diversificada. Por lá, encontra-se o pico mais alto da América do Norte, o Monte Denali.

Se você procura:

  • estar próximo de animais que só vemos no canal da National Geographic, como ver ursos em seu habitat natural,
  • experimentar literalmente gelo retirado de um geleira a sua frente, e
  • ter a emoção de ver um dos maiores espetáculos do céu (Aurora Boreal),

venha conhecer o ALASCA!


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O que fazer no Alasca? Ver ursos!

Há inúmeras atrações para ver a vida selvagem no Alasca, mas posso garantir que a experiência mais imersiva e completa foi a de ver ursos em seu habitat natural. Caminhando pela margem do rio, caçando salmão, nadando com seu filhote: foram algumas das cenas impressionantes que pude observar em torno de 5 a 10 metros de distância. Dá uma olhadinha no vídeo postado junto a foto abaixo para ter a real noção, basta clicar na seta da direita:

https://www.instagram.com/p/B2u5-kwooI-/

Tour para ver ursos em uma viagem ao Alasca

Durante as 5 noites que passamos no Alasca, Anchorage foi a cidade-base escolhida para hospedagem. É a maior cidade do estado, há aeroporto internacional e de onde partem muitos passeios. Veja abaixo algumas opções de hotéis:

Booking.com

Em Anchorage também está localizada a base de hidroaviões mais movimentada do mundo, Lake Hood. Para quem não sabe, hidroavião é um avião preparado para decolar e pousar sobre superfície aquática, por exemplo, em lagos. Muitos passeios no Alasca são melhores aproveitados ou até mesmo somente acessados por hidroavião. Foi desta forma que fizemos o passeio para ver ursos e a experiência foi incrível.

Tour de hidroavião Alasca
Tour de hidroavião – Crescent Lake, Alasca

O passeio de um dia inteiro (aproximadamente 11 horas de tour) foi programado e operado pela empresa Rust’s Flying Service. Se você tem interesse em fazer esse tipo de passeio, é muito importante programar sua ida de acordo com a época do ano. Veja a seguir.


Quando ver ursos no Alasca

Os ursos migram ao longo do ano em função da disponibilidade de peixes para se alimentar. Portanto, é muito importante ficar atento a data certa para programar sua viagem de acordo com o calendário dos passeios.

Se ver ursos em uma viagem ao Alasca é tão importante para você, quanto foi para mim, programa sua ida próximo ao verão. Entre meado de maio e meado de setembro há quatro incríveis opções de passeios.

A seguir você poderá saber tudo sobre como, onde, quando e quanto custa todas estas opções de passeio para ver ursos.


Onde ver ursos no Alasca

Há quatro (04) excelentes locais que a empresa Rust’s Flying Service promove passeios e que irão te proporcionar esta experiência de uma foma mais selvagem e única, além de segura, claro.

São eles:

Katmai National Park

O Katmai é um parque protegido pelo governo federal e famoso pela presença de ursos pardos. O acesso acontece apenas por aéreo e o passeio dura entre 10 e 12 horas. Até 50 ursos podem ser vistos ao mesmo tempo ao longo do rio Brooks.

Preço do passeio: $995 por pessoa + $14 (taxa do parque).

Mês do ano: julho.

Alasca Ursos Katmai National Park
Katmai National Park – Fonte: Rust’s Flying Service

Lake Clark National Park

O Lake Clark é um parque nacional que possui uma paisagem exuberante, mesclando geleiras, vulcões, rios, lagos e diversas espécies selvagens. Após uma fantástica experiência de voar de hidroavião por aproximadamente 1 hora, o passeio continua no lindíssimo Crescent Lake. O tempo total do passeio é de aproximadamente 11 horas.

Preço do passeio: $995 por pessoa + $6 (taxa).

Meses do ano: de meado de julho até meado de setembro.

Alasca Ursos Lake Clark National Park
Lake Clark National Park – Fonte: Rust’s Flying Service

Redoubt Bay

Redoubt Bay é o local com uma das maiores concentrações de ursos no estado do Alasca. O passeio dura cerca de 6 horas.

Preço do passeio: $795 por pessoa + $6,85 (taxa).

Meses do ano: de meado de junho a agosto.

Alasca Ursos Redoubt Bay Big River Lakes
Redoubt Bay Big River Lakes – Fonte: Rust’s Flying Service

Chinitna Bay

Localizada no extremo sul do Lake Clark National Park, Chinitna Bay é o um local onde os ursos chegam para se alimentar das gramíneas, amêijoas e salmão no final do verão. O passeio dura aproximadamente 6 horas.

Preço do passeio: $895 por pessoa.

Meses do ano: de meado de maio a agosto.

Alasca Ursos Chinitna Bay
Chinitna Bay – Fonte: Rust’s Flying Service

Como se preparar para ver ursos no Alasca

  • Programa-se previamente e agende com a empresa Rust’s Flying Service com antecedência. É importante informar o peso de cada passageiro para correto equilíbrio da aeronave.
  • Chegue com 30 minutos de antecedência para check in.
  • Há estacionamento gratuito disponível no local.
  • Vista roupas confortáveis, pois é um passeio longo, que pode incluir, além do voo, também caminhada, passeios de barco e/ou ônibus.
  • Leve agasalho, pois o clima em Anchorage pode estar completamente diferente dos locais do passeio.
  • Não esqueça de levar: óculos de sol, binóculos, câmera e repelentes.

Minha experiência em ver ursos no Alasca

Como dito anteriormente, eu fui ao Alasca no mês de setembro e aproveitei o passeio até Lake Clark National Park. Foi realmente uma experiência incrível e diferente de tudo que já vi. Realmente me emocionei por diversas vezes.

Voo de hidroavião

Chegamos até a base de hidroaviões Lake Hood, onde se encontra a empresa Rust’s, por volta de 8h da manhã. Fizemos check in e confirmamos a pesagem de cada um na balança da própria empresa. Depois do briefing de segurança e detalhes sobre o passeio, iniciamos o percurso de hidroavião. Pode ficar tranquilo que todos vão na janela para aproveitar a vista linda.

Após uma hora de voo, chegamos ao Crescent Lake: lago azul de água de geleira, montanhas ao fundo e ainda um vulcão para enriquecer este visual.

Passeio no Crescent Lake

Pousamos no Redoubt Mountain Lodge, que, além de ser o local de onde parte o barco para continuação do passeio e onde voltamos para o almoço, também possui acomodações para uma experiência única e imersiva no Alasca.

Imagina se hospedar em um lodge como esse e passar o dia pescando salmão, vendo ursos, imerso na vida selvagem e ainda com uma vista exuberante? Provavelmente deve ser sensacional! O preço para passar 2 noites com serviço all-inclusive (alimentação, atrações e translado) é $2.895 por pessoa.

O passeio continua através de um barco que navega pelo lago Crescent e rio de mesmo nome, buscando com muita atenção os ursos que podem ser vistos às margens. Quando um urso é avistado, você já deve imaginar a emoção. Primeiro, o barco se aproxima da margem. Em seguida, ele é desligado para ter o mínimo de barulho possível. Ficamos bem próximos acompanhando cada passo do urso, enquanto ele não some na vegetação. Alguns chegam a ficar cerca de 30 minutos caminhando e caçando pela margem. É realmente uma experiência incrível e emocionante.

Voltamos ao lodge para o almoço, onde comi um salmão muito fresco, pescado bem ao lado. O menu era salmão, arroz e salada. De sobremesa: cookie. O almoço está incluso no preço do passeio e estava divino!

Em seguida, voltamos ao passeio de barco para continuar a aventura e conseguimos ver mais ursos. Ao todo vimos 4 ursos, sendo um filhote com “sua mãe” – apostamos ser a mãe, mas poderia ser pai ou irmã(ão). Todo o passeio ocorre de forma muito controlada e a distâncias seguras.

 

Retorno para Anchorage

Após o dia inteiro no Crescent Lake, a volta de hidroavião ainda teve um bônus super especial: sobrevoamos o Monte Redoubt, que é um vulcão ativo e teve sua última erupção em 22 de março de 2009.

Esse passeio como um todo, desde o percurso de hidroavião até o ápice de ver ursos em seu habitat natural no lindíssimo Crescent Lake, certamente foi uma das experiências mais incríveis da minha vida.

Espero que seja para você também! Portanto, quando for, não deixe de me contar como foi ver ursos em uma viagem ao Alasca.



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Profissão Turista foi convidado pelo Visit The USA para conhecer e compartilhar sobre o destino em nossos canais. Todas as experiências descritas neste post, assim como as instalações e serviços citados, são reais e expressam minha opinião pessoal, ratificando o compromisso que temos com nossos leitores.


Bonito/MS: dicas para você montar o seu roteiro

Por Natália Góes

Sabe tudo aquilo que você já ouviu e leu sobre Bonito? É tudo a mais pura verdade! Além ser um pólo de ecoturismo conhecido mundialmente, tem como principal atração suas paisagens naturais. É rico em grutas, cavernas, rios de águas cristalinas para mergulhos e flutuação, cachoeiras e dolinas.

Flutuação em Bonito: sensação de estar dentro de um aquário lotado de peixes

Cachoeiras: outra atração de Bonito
Bonito é um município do estado de Mato Grosso do Sul, região Centro-Oeste do Brasil. Em conjunto com os municípios de Jardim, Guia Lopes da Laguna e Bodoquena integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena.
Piraputangas, espécie de peixe mais comum por lá, em monumento na praça principal da cidade
Estive em Bonito em março de 2011 e fevereiro de 2015, ambas aproveitando o feriado de Carnaval. O período não é o melhor para visitação devido às chuvas, que deixam alguns rios cheios e turvos, atrapalhando a realização de alguns passeios. Outro ponto a ser comentado é que o acesso a muitas atrações se faz por estrada de terra, que com a chuva ficam lamosas e cheias de poças, o que também pode atrapalhar a programação.
A seguir eu conto as atrações que visitei, os hotéis que me hospedei nas duas visitas e como fiz para chegar até lá.

Como chegar

Em minhas duas visitas eu voei do Rio de Janeiro até Campo Grande. Da primeira vez eu optei por reservar com antecedência um transfer para o trajeto Campo Grande-Bonito-Campo Grande (várias empresas de turismo oferecem este serviço por lá). Porém, em minha ultima visita, optei por alugar um carro para seguir até Bonito. Há três caminhos possíveis, onde o mais rápido é o que pega a BR-060, passando por Sidrolândia e Nioaque; há também os trajetos pela BR-262, que passam por Aquidauana. Optei por fazer o caminho mais comprido passando por Aquidauana, Miranda e Bodoquena, pois passaria também no Pantanal. A parte da estrada em que peguei a MS-339 é meio confusa (faltam placas), mas a estrada está com pavimentação super boa, embora não tenha acostamento.

A rodovia BR-262 é bastante sinalizada (embora algumas placas sejam confusas). Há muitos radares e placas de redução da velocidade, visto que há muitos animais silvestres nas redondezas; lembre-se que você estará passando pelo Pantanal. Há também muitas placas pedindo a proteção aos animais do Pantanal. No trecho final entre Bodoquena e Bonito, a estrada vai beirando o Parque Nacional da Serra da Bodoquena, dando um charme a mais ao trajeto.

Fizemos o trajeto todo, incluindo 2 paradas para lanche e esticar as pernas em, aproximadamente, 4 horas.

O que é melhor então: alugar um carro ou reservar um transfer? A resposta a é: depende!
Alugar um carro te dará liberdade para escolher por qual estrada quer viajar, a hora que deseja sair do hotel e a hora de deixar cada uma das atrações; mas os custos com o carro envolvendo as diárias (pelo que vi é mais barato alugar em Campo Grande que em Bonito), o combustível,  que é bem caro por lá (na ocasião o litro do combustível estava uns R$ 0,40 mais caro do que no Rio) e os seguros básicos do veículo podem tornar a viagem mais dispendiosa. Também há o inconveniente que alguns postos da estrada não aceitam cartão. Dai vc sempre tem que estar com dinheiro na carteira. A estrada de acesso à bonito é boa, não tem pedágios, mas tem uma infinidade de radares e controladores de velocidades; há muitos trechos onde a velocidade permitida é apenas 40 km ou 60 km, o que torna o tempo de viagem maior.

Carro que alugamos durante a viagem de 2015; a estrada de terra nos leva à Estância Mimosa.

Reservar o transfer para o deslocamento entre cidades, além do deslocamento para os passeios, é uma opção confortável no sentido de não ter que se preocupar com os caminhos e as distâncias. Porém pode deixar seu horário limitado visto que o transporte, em geral, é coletivo, tendo horários pré-estabelecidos para chegada e saída das atrações.

Paisagem que encanta na estrada. Todos os dias que dirigimos por lá vimos tucanos sobrevoando a estrada. <3

 

Hospedagem

Em 2011 fechei minha viagem super em cima da hora. Consegui vaga apenas no Ecoresort Zagaia, que é maravilhoso, especialmente para quem viaja com crianças. Os quartos são confortáveis, a área de lazer do hotel é super completa: sauna, piscina, salao de jogos; e os animais que ficam livres na área do hotel também são uma graça. Lembro de acordar todos os dias com as seriemas na minha janela <3
Pois bem, tanto conforto tem seu preço; e o Zagaia não é uma opção das mais econômicas. O fato dele ficar mais afastado do centro é ótimo para quem está de carro ou quem busca ficar mais isolado. Porém para quem quer frequentar os restaurantes do centro e ter mais liberdade de sair sem carro, o ideal é buscar um hotel mais próximo do centro e, acredite, as opções são muitas.

Ecoresort Zagaia
Piscina do Ecoresort Zagaia
Redário do Ecoresort Zagaia
Em 2015 fiquei na Pousada Solar do Cerrado, que localiza-se a menos de 1 km do centrinho. A pousada é simples e tem 2 tipos de acomodações: apartamentos e chalés. Peguei um apartamento térreo bem amplo, com frigobar, hidromassagem, banheiro reformado e uma pequena sacada. Nas áreas comuns tem o restaurante e a piscina. Um sossego só! E para quem vem de carro, a pousada tem estacionamento próprio. O café da manhã é simples, mas gostoso. Oferece frutas, pães, frios, sucos e bolos. Tem wi-fi gratuito, mas no quarto que eu fiquei não funcionava.

Área comum e acesso aos quartos da Pousada Solar do Cerrado
Piscina da Pousada Solar do Cerrado

Onde comer

Pastel Bonito – experimentamos primeiro os sabores que eram indicação da casa: pintado e mandioca, queijo e carne seca; queríamos provar também o de jacaré, mas estava em falta. Depois pegamos sabores mais tradicionais: calabresa e pizza. O pastel é grandinho e vem bem sequinho. Eles fazem super rápido. Para acompanhar tomamos Heineken de garrafa de 600ml. Não aceita cartão de débito, nem de crédito, portante leve dinheiro em espécie.

Casa do João – considerado um dos melhores restaurantes de Bonito. Chegue cedo ou prepare-se para fila.

Parte do cardápio do Restaurante Casa do João mostrando opções de pratos típicos.
Sobremesa que estava uma delícia!!

Zapi Zen – Comemos pizza no Zapi Zen e estava uma delícia. A massa e bem leve e o tamanho é otimo.

Zapi Zen; simples e gostosa

Delícias do Cerrado sorvetes de frutas do cerrado entre outros. Sorvetes com sabores do Cerrado: guavira (o melhor), Bocaiúva e jaracatiá.

A Bocaiúva é um fruto (ou semente) típica do Pantanal usada para fazer vários produtos típicos, entre eles a paçoca de Bocaiúva e o milk-shake que foi premiado com título de melhor sobremesa típica do Patanal. Para provar, para no Posto Pioneiro em Miranda para provar.

Restaurante Encontro das Águas – localizado dentro da Pousada Águas de Bonito. Cardápio simples, porém com opções diferentes dos restaurantes do centro da cidade. Achei o preço das carnes um pouco salgados, optamos por comer massa e risoto e estavam gostosos e bem preparados.

Restaurante Encontro das Águas

Taboa Bar – Point de Bonito e lugar ideal para quem busca uma boa cerveja ou cachaça artesanal, acompanhada de música ao vivo. Na alta temporada o bar costuma ficar cheio.

Das comidas típicas: o jacaré é oferecido quase em todos os lugares, com diferentes apresentações, como pode-se perceber nesta foto.

O que fazer

Recanto Ecológico Rio da Prata – localiza-se no município de Jardim, a cerca de 50km de Bonito. Quando eu fui, estava chovendo bastante na região; acabei utilizando um caminho mais comprido que passava por Guia Lopes e aumentava o trajeto em 50km. O local oferece cavalgadas e flutuação, que é realizada no Rio Formoso, sendo este um dos programas mais procurados em Bonito. É possível conciliar estes passeios com um almoço servido entre 11h e 12h com comidas e doces típicos da região e vegetais cultivados na horta deles. Tudo é muito gostoso.

A flutuação é feita na nascente Olho d’Boi, que mesmo em dias de chuva mantém suas águas claras (comprovamos isso porque estava chovendo muito durante toda a manhã na região). O passeio inicia com uma trilha de aprox 40 minutos onde é possível observar a vegetação típica e alguns animais (esta parte vai depender da sua sorte). Vimos uma família inteira de mutuns por 2 vezes. Uma graça. E no final do passeio vimos 1 tatu peludo e várias seriemas. Durante a flutuação é possível observar pelo menos umas 20 espécies de peixes, embora existam muito mais. Tivemos sorte de ver um jacaré coroa logo no início do passeio, com a cabeça pra fora d’água e o corpo para dentro. Leve uma câmera aquática para registrar o momento. Caso não tenha uma, é possível a locação no próprio local ou em lojas no centro de Bonito.

Recanto Ecologico rio da Prata: parte da propriedade
Redário onde podemos aguardar enquanto não chega a hora do nosso passeio
Araras que vivem na propriedade
Alimentação das araras, também no interior da propriedade
Eu já preparada para a flutuação
Flutuação na nascente Olho d’Boi
Flutuação na nascente Olho d’Boi

Estância Mimosa Ecoturismo – fazenda localizada no município de Bonito. Logo na entrada, a esquerda, está o lago dos jacarés, onde tem alguns jacarés do papo amarelo. Não é incomum vê-los tomando sol no deck ou com os olhos de fora dentro do lago. O maior deles chega a 2,7m de comprimento. O passeio incluía uma trilha para visitação e banho em algumas cachoeiras (paramos em 7). A trilha mais os banhos duram em torno de 4 horas. E tem a opção de incluir o almoço na fazenda, com comida caseira e tradicional.

Entrada do receptivo
Araras que habitam a propriedade
Um dos jacarés que vive na lagoa da propriedade. Dizem por lá que ao todo são uns 10 jacarés.
Mais um jacaré da propriedade
Primeira cachoeira que paramos para mergulhar durante a trilha. Linda, não!?
Mais um ponto de parada delicioso durante o passeio
Apaixonada por esta agua verde das cachoeiras. Beleza sem limites.
Mais uma das cachoeiras da trilha que paramos para um mergulho
Mergulho gostoso em uma das cachoeiras da trilha (no meu pé a botinha de neoprene que aluguei para o passeio)
Almoço da fazenda altamente recomendado: comida fresquinha e deliciosa!
Sobremesas caseiras

Fábrica da Taboa – Visita e degustação de cachaças artesanais. A visita inicia por uma réplica do primeiro bar em 1996. Dona Andreia é a criadora da cachaca, e a ideia veio a partir do pedido de amigos em servir um bebida mais forte. A mistura de ervas com cachaça agradou a todos, que diziam que a bebida “Ta boa”, dai o nome. O sucesso aumentou e chegou aos turistas, que pediam para comprar a garrafa para levar. Daí a necessidade de criar uma embalagem, onde foi o usada a palha também chamada de taboa, que a partir de um processo artesanal (que é mostrado durante a visita), toma a forma da garrafa. Seguimos visitando o jardim e a horta, onde há exemplares das plantas e ervas usadas na produção das cachaças. Na fábrica também é feito artesanato, que é vendido na loja da fábrica e na loja do bar, no centro de bonito. Ao final da visita é possível degustar 20 tipos de cachaças Taboa. A tradicional leva canela, mel, guaraná em pó e gengibre, e é a base de todas as cachaças com exceção da cachaça pura e da de guavira. A visita pode ser feita de 15h as 20h, de segunda a sábado, com saídas a cada hora (a visita dura cerca de 40 min).

Bem vindo à Fabrica da Taboa!
Propriedade da fábrica rica em verde
Confecção artesanal das garrafas da cachaça Taboa
Degustação de 20 tipos (isso mesmo!!) ao final da visita

Aquário de Bonito – Os guias que trabalham no Aquário orientam e dão informações sobre os peixes de Bonito e do pantanal que ali estão expostos. Mais 60 espécies estão separadas em aquários e identificadas por placas. É o único aquário do estado do MS. A maior parte dos peixes ali expostos é possível ver durante as flutuações nos rios de Bonito, com exceção dos peixes que ocorrem somente no Pantanal e do pintado Albino. A entrada custava R$ 25,00 e a visita completa dura cerca de 40 minutos.

Um dos aquarios internos
Espécie albina rara
A simpática raia do Aquário de Bonito, que se deixava acariciar

Rio do Peixe – fizemos a trilha para conhecer as cachoeiras. Infelizmente o tempo não ajudou e choveu muito durante o trajeto. Acabamos desistindo de fazer a trilha até o final e voltamos para a sede da fazenda, onde o almoço é servido. Os grupos que vão para as trilhas tem 20 pessoas e são acompanhados por um guia. O almoço é servido em torno das 12h. Na sede há também um redário coberto e muitos animais como a anta Gigi, que estava recepcionando os visitantes de manhã cedo, e um número grande de macacos, que brincam, comem as frutas e interagem divertindo a todos. O espaço passa por obras e, devido a chuva, tinha muita lama. Achei também que a estrutura dos banheiros deixou um pouco a desejar. O fato do local estar passando por obras tb causou um pouco de incômodo, visto que, por causa da chuva, muito material da obra escorria para o caminho até os vestiários/banheiros fazendo muita lama e cobrindo o passeio. Trilha começa no Rio Olaria e termina no Rio do Peixe. Haviam muitas piraputangas, peixes típicos da região.

Redário da fazenda Rio do Peixe: só de olhar já dá uma preguiça…
Um dos vários macaquinhos que existem na propriedade.
Este atacou uma fruta no pé. Mas cuidado que eles costumam roubar as comidas da mesa também 😉
A simpatica anta Gigi, que faz a alegria das crianças e dos adultos
Cachoeira do Elefante: uma das primeiras que paramos durante a trilha (antes da chuva nos pegar)

Buraco das Araras – Um santuário lindo da natureza. O passeio se inicia com uma caminhada leve pela mata (menos de 1 km) com 2 paradas em mirantes, até que se chega ao famoso buraco (dolina) onde, num determinado momento, as araras (principalmente as vermelhas) chegam em bandos para ocuparem seus ninhos. É uma enorme cratera em arenito com 120m de profundidade e 500 m de diâmetro. É lindo e mágico. Indico demais. No fundo do buraco há uma lagoa de coloração verde cercada pela mata. Os guias dizem que a lagoa é habitada por jacarés. Por ser uma área de proteção ambiental, além das araras é possível, com sorte, observar também tatus, tamanduás, quatis e outras 130 espécies de aves, incluindo tucanos.

Silêncio durante a trilha é fundamen tal para avistar mais passaros silvestres.
Mirante do lado oposto ao do meu grupo. Na arvore à esquerda tem um casal de araras.
As araras chegando. Neste momento é uma emoção só.
Casal de araras nos galhos
Fundo do Buraco das Araras

Gruta do Lago Azul – É, sem dúvida, a maior atração de Bonito. A caverna possui em seu interior um lago de águas azuis cristalinas com dimensões que a tornam uma das maiores cavidades inundadas do mundo. A Gruta do Lago Azul impressiona! O local também está cercado por estalactites, estalagmites e travertidos. Ninguém sabe ao certo de onde vêm estas águas, mas acredita-se na existência de um rio subterrâneo que alimenta este lago. Antigamente era permitido se banhar nas águas da gruta; de alguns anos pra cá isso mudou, em função da preservação da vida presente nestas águas. Durante a visita é possível descer na gruta e chegar bem próximo da água; se banhar, não mais. A gruta fica a 15 Km de Bonito e o passeio dura cerca de 2 a 3 horas.

Azul incrivel da Gruta do Lago Azul
Tirar uma boa foto dentro da caverna é dificil; mas o importante é mostrar para vocês o quanto azul a água dentro dela é.
Descida na caverna até o lago. Os grupos são pequenos e o uso do capacete é obrigatório.

Rio Sucuri – No Rio Sucuri, o calcário e as cascas de caramujo dão um tom impressionante de azul à água, que se mistura com tons verdes, vermelhos e amarelos da vegetação. Comparando com a flutuação do Rio da Prata, achei esta flutuação com menos peixe, porém mais rica em vegetação.

Parte do receptivo Rio Sucuri
Piscina do receptivo, que pode ser usada antes ou depois dos passeios e flutuação
Pronta para a flutuação, já em transporte no caminhão
Parte do rio e da vegetação que o cerca
Rio Sucuri
Reparem nos peixes dentro do rio. A visibilidade é incrível!
Um pouco da flutuação

Roteiros:


Roteiro dia a dia em 2015:

Dia 1(sabado): Voamos do Rio de Janeiro para Campo Grande pela manhã; alugamos carro em Campo Grande e seguimos até Bonito. Jantamos no “Pastel Bonito”.
Dia 2 (domingo):Almoço +  flutuação no Rio da Prata. Jantamos no restaurante “Casa do João”.
Dia 3 (segunda): Trilhas + almoço na Estância Mimosa; Visita a Fábrica da Taboa, Visita ao Aquário de Bonito; Jantamos no Zapi Zen e tomamos sorvete no Delícias do Cerrado.
Dia 4 (terça): Trilhas e almoço na Fazenda Rio do Peixe; Jantamos no restaurante da pousada Paraíso das Águas.
Dia 5 (quarta): Voltamos dirigindo de Bonito até Campo Grande, onde devolvemos o carro. Voamos de Campo Grande até o Rio de Janeiro no fim da tarde.

Roteiro dia a dia em 2011:

Dia 1(sabado): Voei do Rio de Janeiro para Campo Grande, chegando pela tarde; havia contratado um transfer que já esperava no aeroporto.
Dia 2 (domingo): Flutuação no Rio da Prata + Almoço e visita ao Buraco das Araras na parte da tarde.
Dia 3 (segunda): Gruta do Lago Azul, seguida de Trilhas + almoço na Estância Mimosa;
Dia 4 (terça): Neste dia eu faria o Boia Cross no Rio Formoso, mas choveu demais e impossibilitou o passeio. Por ser periodo de carnaval, também não consegui vaga em outros passeios. Acabei curtindo as instalações do hotel.
Dia 5 (quarta): Voltei de transfer de Bonito até Campo Grande, onde peguei o vôo de volta para o Rio de Janeiro.

Espero que este relato sobre Bonito ajude você a planejar sua viagem até este paraíso. Podem deixar seus comentários, dicas, dúvidas e sugestões na caixa de comentários abaixo.

Até a próxima trip 😉

Natália

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