Visitando a vinícola Cousiño Macul em Santiago do Chile

Por Natália Góes

Na minha primeira visita a Santiago não tive a oportunidade de visitar a Cousiño Macul. Quando soube que voltaria a cidade fiz questão de incluí-la em meu roteiro.

Logomarca da Cousiño Macul na entrada da loja de vinhos e souvenirs

Agendamento do tour

O agendamento da visita foi super fácil, diretamente pelo site. Enviei uma mensagem e poucos dias depois recebi a confirmação do agendamento. É essencial fazer contato com qualquer vinícola com antecedência para reservar o tour desejado – em muitas delas os tours lotam rapidamente. Em geral as opções de tour estão sempre disponíveis no site das vinícolas e variam de passeios com ou sem degustação.

Durante o agendamento não esqueça de mencionar que leu sobre esta visita em nosso blog.

Transporte

Eu havia me planejado para ir de transporte público. A estação de metrô mais próxima à vinícola chama-se Quilín (linha azul do metro de Santiago) e de lá poderia seguir caminhando até a vinícola (em torno de 30 minutos de caminhada), pegar um taxi ou ônibus. Mas me atrasei para sair do hotel e acabei pegando um Uber direto para a vinícola; o custo-benefício foi ótimo!! Fazia muito calor em Santiago (fui em fevereiro/17, no alto verão – e um verão bem atípico e calorento demais) e de Uber cheguei super rápido. O custo do Uber desde meu hotel em Providencia até a Cousiño Macul foi de $4900 pesos chilenos. Na volta tomei outro Uber na porta da vinícola até a estação Quilín do metro (em torno de $1200) e de lá voltei de metro até Providência.

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Mapa mostrando a distancia da estação Quilín até a Cousiño Macul

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A Visita

A visita teve início em frente à loja da vinícola, com um grupo de 8 pessoas. As explicações foram todas em espanhol, mas o guia falava pausadamente para que todos que não dominavam o idioma pudessem entender. Há também a opção de agendar o tour em inglês.

A primeira parada do tour foi nos vinhedos. Porque a época da colheita já estava próxima (em geral se inicia entre o final de fevereiro e o inicio de março) os cachos de uva já estavam quase maduros, e foi possível prová-los e sentir a acidez e poder dos taninos. Depois seguimos para visitar as instalações onde era feito o vinho no começo do século XIX. Seguimos visitando a bodega centenária, o museu e a bodega utilizada atualmente.

As uvas já estavam quase prontas para a colheita

Mais uvas no pé
Antiga bodega da vinícola

Barris de carvalho onde os vinhos eram armazenados

Uma “pequena” garrafa de um dos vinhos da Cousiño Macul

Após o passeio, chegamos novamente na loja da vinícola, onde foi preparada a degustação. Foram degustados 4 vinhos: 2 brancos e 2 tintos Gran Reserva. Um sommelier orientou a degustação, explicando cada um dos vinhos e nos guiando a reconhecer os aromas e sabores de cada um deles.

Parte da loja de vinhos onde foi realizada a degustação

Grupo reunido durante a degustação ouvindo as orientações do sommelier

Como cortesia da Cousiño Macul, cada um dos participantes recebeu uma taça personalizada da vinícola de presente.

Cortesia da Cousiño Macul aos visitantes

Preço

$14.000 o tour regular e $24.000 o tour premium (Fev/2017). Há também a opção de fazer um tour de bicicleta pela vinícola (preço sob consulta).

14 dias no Chile – Roteiro incluindo Deserto do Atacama, Santiago e do Vale de Colchagua

Deserto do Atacama: a paisagem incrível de Piedras Rojas

Saí de férias no início de 2017 e escolhi o Chile como destino mais uma vez. Fui para ficar 14 dias e planejava conhecer outras regiões do Chile. Entre tantas interessantes optei por 2: Deserto do Atacama e Vale de Colchagua. O roteiro completo eu deixo aqui para você.

Em 2016 também visitei o país por 8 dias, quando conheci Santiago e arredores – o roteiro destes 8 dias você encontra aqui.

Deserto do Atacama: a paisagem incrível de Piedras Rojas
Deserto do Atacama: a paisagem incrível de Piedras Rojas

Veja também…

Roteiro

Ao todo viajei por 14 dias divididos da seguinte maneira:

3 dias em Santiago

Dia 1: Chegada em Santiago + Visita guiada e degustação na vinícola Cousiño Macul

Dia 2: Visita guiada e degustação na vinícola Santa Carolina

Dia 3: Passeio em Cajón del Maipo

5 dias em San Pedro de Atacama

Dia 1: Chegada em San Pedro e organização dos passeios pelo Deserto do Atacama

Dia 2: Passeio para Lagunas Escondidas

Dia 3: Passeio para Salar de Talar, Piedras Rojas e Lagunas Altiplânicas

Dia 4: Passeio para Geiseres del Tatio e para o Vale da Lua e Vale da Morte

Dia 5: Passeio para o Salar de Tara e Tour Astronômico

Mais uma paisagem incrível do Atacama
Mais uma paisagem incrível do Atacama

4 dias em Santa Cruz

Dia 1: Viagem desde San Pedro de Atacama até Santa Cruz; chegada em Santa Cruz e visita à vinícola Ventisquero (Sunset)

Dia 2: Visita guiada e degustação nas vinícolas Viu Manent, Neyen e Lapostolle

Dia 3: Visita guiada e degustação nas vinícolas Montes e MontGras

Dia 4: Visita à loja de vinhos da vinícola Laura Hartwig, visita guiada e degustação na vinícola Ventisquero + volta para Santiago

Vinícola Ventisquero, em Apalta, no Valle de Colchagua
Vinícola Ventisquero, em Apalta, no Valle de Colchagua

2 dia em Santiago

Dia 1: Dia livre em Santiago para passear pela cidade e comprar vinhos

Dia 2: Volta para o Brasil

Hospedagem

Santiago

Em Santiago minha hospedagem foi de 2 maneiras diferentes:

Ibis Providência, no início da viagem; Já havia me hospedado neste bairro e gostado muito.

Apartamentos Bea, também em Providência, no final da viagem.

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San Pedro de Atacama

Hotel La Casa de Don Tomas, próximo a Calle Caracoles (10 minutos caminhando), a principal de lá. Eu queria sossego, algum conforto e proximidade do centro. Consegui tudo isso neste hotel.

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Santa Cruz

Cava Colchagua Hotel Boutique, próximo às várias vinícolas da região. Meus objetivos em Santa Cruz eram visitar as vinícolas da região e descansar um pouco. Após muito pesquisar escolhi este hotel, que atendeu perfeitamente ao meu propósito. Sai de lá com dor no coração querendo ficar mais dias. Ahhh..e um detalhe lindo: os quartos são antigos barris de carvalho que no passado eram utilizados para produção de vinho. Não é demais?


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Locomoção

Rio –> Santiago

Voei para Santiago a partir do Rio de Janeiro de GOL. A Latam também oferece este trecho sem escalas.

Santiago –> San Pedro de Atacama

Voei de SKY desde Santiago para Calama, onde fica o aeroporto mais próximo da cidade de San Pedro de Atacama. A Latam também oferece este trecho. De Calama fui de transfer até meu hotel em San Pedro de Atacama (cerca de 1h10m de trajeto).

Fiz a reserva do meu transfer com a empresa Transfer Pampa, indicação da FlaviaBia Expediciones (empresa que eu havia reservado meus passeios desde o Brasil). O serviço prestado foi excelente e eles foram bastante pontuais.

Contato: transferpampa@gmail.com

Valor: $12.000 pesos chilenos o trecho ou $20.000 pesos chilenos ida e volta (fev/17)

Diversas outras empresas tem guichê no aeroporto de Calama e oferecem o serviço de transfer para San Pedro de Atacama: Licancabur, Transfer Andino, Transvip.

Além das agências de transfer, existe a opção de pegar um ônibus que sai do aeroporto de Calama até o terminal de ônibus em San Pedro de Atacama. Este ônibus estava sendo oferecido por $8.000 pesos chilenos (fev/17).

Veja também…

San Pedro de Atacama –> Santa Cruz

Voltei desde San Pedro de Atacama de transfer para Calama (Transfer Pampa) e de Calama novamente voei SKY até Santiago.

No aeroporto de Santiago pegamos um carro alugado através da RentCars e seguimos pela Ruta 5 Sur em direção à cidade de Santa Cruz. O trajeto durou cerca de 2 horas.

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Santa Cruz –> Santiago

Voltamos de carro alugado pela Ruta 5 Sur até Santiago, onde devolvemos nosso carro.

Santiago –> Rio de Janeiro

Mais uma vez voamos de GOL para regressar ao Rio.

Internet, wi-fi e uso do celular no Chile

Com o passar dos anos o celular virou um artigo indispensável nas viagens: ele é camera fotográfica, mapa e o principal: nossa conexão com o mundo. Porém muitas vezes é complicado chegar em um novo país e adquirir um plano de dados e telefonia.

Nesta viagem tivemos o apoio* da EasySim 4U, que nos enviou de cortesia um chip internacional quando ainda estávamos no Brasil. O chip veio pré-programado para as datas da minha viagem e tinha um plano de dados ilimitado. Funcionou muito bem nas 3 cidades que visitei (Santiago, San Pedro de Atacama e Santa Cruz) e meu único trabalho quando cheguei no Chile foi trocar o chip do meu aparelho pelo chip enviado pela EasySim 4U. Demais, não é mesmo?

*Todos estes parceiros são recomendados por nós e ainda nos ajudam a manter o blog com comissões, sem nenhum prejuízo para quem acessa através de nossos direcionamentos e em alguns casos até com descontos muito bons para nossos seguidores. Obrigada por utilizar nossos links!

Câmbio

Optei por fazer cambio 100% em Santiago, porque sabia que as cotações em San Pedro de Atacama não eram favoráveis.

A casa de câmbio em Santiago que oferecia melhores valores na época que viajei (fev/17) era a Cambios Santiago (Avenida Pedro de Valdívia, 29, Providência), que tem um site na internet que é ótimo para pesquisa da cotação antes da viagem, ainda do Brasil. 🙂

Em janeiro/16 a cotação em Santiago estava terrível: na faixa dos 150-170 pesos chilenos para cada real; em fevereiro/17 estava bem melhor: 210 pesos chilenos para cada real.

Já em San Pedro de Atacama a cotação que encontrei estava 160 pesos chilenos para cada real em fevereiro/17. Então vale a pena pesquisar antes de viajar. 😉

La paz, Bolívia – roteiro de 2 dias com city tour e visita a Tiwanaku

Por Natália Góes

Aproveitei uma estadia mais comprida em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, para conhecer La Paz, considerada por muitos a capital da Bolívia. Mas na realidade a capital constitucional da Bolívia é a cidade de Sucre, onde está também o poder judiciário. Esta confusão se deve ao fato que a sede do governo está em La Paz, assim como os poderes executivo e legislativo.

Montanha Illimani: cartão postal e plano de fundo da cidade de La Paz (6.462 m)

Como não se apaixonar por este artesanato típico colorido?

Voei por uma companhia aérea boliviana chamada Amaszonas. O avião era super pequeno! Como era uma viagem de final de semana eu não despachei bagagem, levei apenas uma mochila e, mesmo não sendo muito grande, não coube no bagageiro do avião de tão pequeno que era! Eram apenas 12 filas com 2 assentos de cada lado.

Embora o embarque tenha começado uns 15 minutos antes do voo, foi hiper rápido e a decolagem aconteceu dois minutos antes da hora prevista. Na volta também decolamos 3 minutos antes do previsto. Nota 10 em pontualidade. 😉

Aviãozinho da Amaszonas – cia nota 10 em pontualidade!
Aeroporto Internacional El Alto

O voo entre Santa Cruz e La Paz é super curtinho: dura menos de 1h. Com 2 dias é possível conhecer vários pontos da cidade e redondezas. Este foi o roteiro que defini para o tempo que estive por lá:

Sexta a noite: voo desde Santa Cruz de La Sierra até La Paz
Sábado: Visita ao sítio arqueológico Tiwanaku + Teleférico Linha Vermelha
Domingo: Teleférico linhas Amarela e Verde + City Tour incluindo visita ao Valle de La Luna + Mirador Killi Killi + Plaza Murillo + Catedral + Palacio de Gobierno + Iglesia de San Francisco + Calle Jaen + Mercado de las Brujas  e pela noite retornei a Santa Cruz de La Sierra

A seguir dou dicas mais detalhadas sobre cada um desses dias.

As recomendações eram de viajar na janela para apreciar a vista da chegada a La Paz. Era noite e pensava que não veria muita coisa, mesmo assim pedi meu assento na janela para garantir. Realmente não consegui ver nada interessante na chegada. Mas na saída, embora também fosse noite, consegui ver a diferença de topografia entre La Paz e El Alto, onde fica o aeroporto. Imagino que de dia a vista a partir do avião seja incrível.

La Paz vista desde El Alto – por ai já se percebe a diferença de altitude

Também segui a recomendação dos bolivianos de comer leve e caminhar devagar durante minha estadia. Para quem não está acostumado, a altitude pode causar alguns efeitos desagradáveis como mal estar, variações na pressão e dor de cabeça. O chá de coca também foi super recomendado para evitar estes sintomas. Levei de Santa Cruz alguns sachês na bolsa para garantir, embora em La Paz você encontre produtos de coca para todo lado.

Quando cheguei no aeroporto um taxista me esperava com uma plaquinha com meu nome. Havia pedido ao hostal para enviar alguém para me buscar; como eu chegaria sozinha queria evitar pegar qualquer taxi na rua. A corrida custou 105 bolivianos ou 15 dólares.

Logo que cheguei não senti tanto os efeitos da altitude; mas depois de alguns minutos no hostal e do jantar, nossa, fiquei super ofegante. Subir 10 degraus na escada do hostal foi sofrido. Mas depois fiquei bem.

Falando do hostal, optei pelo La Posada de la Abuela Obdulia. É uma opção de hospedagem bem simples, mas que tem o básico: cama, chuveiro quente, um mini aquecedor que eu não levei fé, mas conseguiu aquecer o quarto durante toda a noite. O café da manhã, apesar de simples, também oferecia o básico: queijo, presunto, pães, frutas, iogurtes, cereais, café, suco, leite e chás. Valor para 2 diárias (1 pessoa) com café da manhã: 98 dólares (junho/2016). Para 2 noites atendeu. Mas se eu fosse ficar mais tempo optaria por uma acomodação mais confortável.

No interior do hostal tem 3 agências de turismo, cafeteria e um restaurante. E ele fica super bem localizado: no coração do centro histórico de La Paz, ao lado de vários restaurantes, lojas de artesanato e pontos turísticos como a Igreja de São Francisco, o Mercado de las Brujas e o Museu da Coca.

Área comum da Posada de La Abuela Obdulia 

Café e agencias de turismo no pátio do hotel
Café da manhã do hotel
Quarto da Posada de la Abuela Obdulia
Entrada da Posada de La Abuela Obdulia

Chola e lojas de artesanato na rua da Posada de La Abuela Obdulia

Na sexta à noite, quando cheguei, saí para comer algo antes de dormir. Não queria ir muito longe por causa da possível falta de ar.. Então entrei em um restaurante/pub que fica quase em frente ao hostal, no mesmo lugar onde fica o museu da coca. Chamava-se Restaurante Pub 1700 e foi uma ótima escolha. Quando cheguei os últimos clientes estavam pagando e o restaurante estava prestes a fechar. Mas o rapaz que me atendeu disse que poderia cozinhar algo para que eu não ficasse com fome. Atendimento ótimo sim ou com certeza? Isso é uma coisa que eu gosto demais no boliviano: eles recebem a todos muito bem! Acho um povo extremamente amável e atencioso, que faz tudo para que você se sinta bem. Além de cozinhar pra mim, me contou a história do local: um casarão de 1735, com móveis rústicos e decoração pitoresca. Também me mostrou as cervejas bolivianas – incluso as artesanais. Definitivamente recomendo demais este lugar.

Recepção do Restaurante Pub 1700
Minha massa ao molho pesto com frango – Restaurante Pub 1700

A agência de turismo que contratei para meus passeios fica no primeiro andar do hostal e chama-se Turismo Bolívia Peru. Contratei a visita completa a Tiwanaku (incluindo transporte compartilhado, almoço, entrada e guia), City Tour por La Paz, Valle de la Luna e transfer para o aeroporto no domingo. Tudo custou 110 dólares (junho/2016).

Uma coisa que percebi é que La Paz é muito seca. Já estava acostumada com a umidade de Santa Cruz de La Sierra, então estranhei muito isso. Ficava com a boca e garganta muito secas e precisava beber água toda hora.

Roteiro para 2 dias:

Dia 1: Visitar o sítio arqueológico de Tiwanaku + Linha Vermelha do Teleférico

No sábado pela manhã fui pega no hotel as 8:30 para seguir para as ruínas de Tiwanaku. Fui em um micro-ônibus simples com o guia e mais 13 pessoas de diferentes nacionalidades. Eu era a única brasileira do grupo.

Como as ruínas localizam-se a aproximadamente 80 km de La Paz, percorremos um caminho comprido até chegar lá; e passamos por alguns pontos de retenção ainda próximo a La Paz.

Em Tiwanaku começamos a visita pelo museu de cerâmica, onde se conta um pouco da história da evolução do povo que habitava esta área desde 1600 AC, passando desde apenas habitantes à organização em aldeias e posterior formação de uma Capital, seguida por um Império, momento onde começam a migrar também para Peru e Chile.

Chegando em Tiwanaku
Na cerâmica se vê réplicas de rostos de antigos governantes, muitos com a faixa que se usava na cabeça para deformá-la e alongá-la, visto que isso representava as classes sociais mais altas. Estas faixas muitas vezes vinham adornadas com ouro, prata ou cobre. Condores, águias, puma e titis (gato andino) estão representados também na cerâmica.

A agricultura era a principal atividade deste povo, que desenvolveu, inclusive, técnicas de irrigação e adubo com base aos recursos que tinham: canais de água e vegetação aquática. Chegou uma época onde tanta comida era produzida, que a população começou a crescer muito rápido. Dai começaram a desenvolver outras atividades como cerâmica, por exemplo.

Os Aymaras, importante classe indígena da história boliviana, também estavam entre a população de Tiwanaku, mas estavam em uma classe social mais baixa.

Depois do Museu Cerâmico seguimos para as ruínas. Visitamos a Pirâmide de Akapana, o templo Kalasasaya, os monolitos de Ponce e de Bennet e a puerta del Sol.

Pirâmide de Akapana
Calendário lunar

Rostos esculpidos no templo subterrâneo
Paredes ao redor do Templo Kalasasaya

Monolito de Ponce

Puerta del Sol

Portal do templo Kalasasaya com o monolito Ponce ao fundo

Paredes ao redor do Templo Kalasasaya
Almoçamos em um lugar chamado El Condor: Sopa de Quinua para entrada; prato principal a escolher entre truta do lago Titicaca, lhama, carne vermelha, frango ou omelete. E frutas da estação como sobremesa.

Sopa de Quinua no El Condor

Depois do almoço ainda paramos para ver Templo de Puma-Punku, localizado a 1 Km de Kalasasaya, mais uma parte do sítio arqueológico em Tiwanaku onde o que se destacava era a simetria e ortogonalidade dos traços nas peças de pedra, além do tamanho.

Templo de Puma-Punku
Depois do passeio seguimos para La Paz. Pedi para descer próximo a Linea Roja do teleférico, a linha vermelha. Todos em Santa Cruz me disseram que nesta linha eu teria a melhor vista da cidade.

Este passeio de teleférico vale muito a pena! Peguei o teleférico na estação Jach’a QhaThu (16 de julio) e fui até a estação central (Taypi Uta). A vista é sensacional e custou apenas 3 bolivianos (menos de 2 reais). A linha vermelha conecta duas importantes regiões de comércio da cidade e costuma ficar bem cheia. Dei sorte porque quando fui não haviam filas (era sábado umas 16h).

Teleférico linha vermelha
Vista a partir da linha vermelha do teleférico
Dança típica em festa de rua em La Paz
Para fechar o dia fui conhecer o Museu da Coca, que ficava bem em frente ao meu hotel. Não achei nada demais, mas conta a história da coca, a importância dela na medicina, o uso dela pelos povos andinos e, claro, seu uso como droga. A entrada custou 15 bolivianos.

Interior do museu da coca

Folhas de coca

Pela noite fui jantar no The English Pub. Ambiente bacana, atendimento bom também. Escolhi um cheeseburguer e não teve erro.

The English Pub

Cheeseburguer no The English Pub
Dia 2: Teleférico linhas amarela e verde + Valle de La Luna + City Tour
No domingo acordei muito mal: enjoo, vômito e muita dor de cabeça – fiquei de 07h as 11h no quarto tomando coragem para sair. A altitude faz estas coisas. Mas depois de um banho e um café, fiquei melhor.

Sai em direção à Plaza España com o objetivo de conhecer as linhas amarela e verde do Teleférico. Tomei o teleférico na estação Sopocachi (Supu Kachi) em direção a linha verde (sentido Libertador ou Chuqi Apu). Na volta também desci nela, após percorrer as duas linhas inteiras. Tem uma estação de taxi bem em frente, o que é ótimo e facilitou minha volta aos centro histórico.

A linha amarela, assim como a vermelha, também oferece uma vista maravilhosa! Dá a perfeita noção de como La Paz é encaixada entre as montanhas. O ponto final dela se chama mirador, exatamente porque é um trecho bem íngreme, onde se vai muito alto. É Interessante para quem quer fazer boas fotos. Ao longo do trajeto se vê as várias casas ao longo das encostas e o quanto o teleférico ajuda na conexão destas áreas.

Linha amarela do teleférico
A linha verde é a que se conecta com a zona sul de La Paz. Durante o trajeto é possível ver casas de alto padrão que eu não vi nas outras linhas. A vista não é tão do alto quanto às outras linhas, mas também tem seu charme. Uma coisa legal que acontece bastante na linha verde é que, porque o teleférico vai acompanhando a topografia da cidade, em uma mesma linha se baixa e sobe várias vezes entre as estações.

Linha verde do teleférico

Independente de qual linha você escolha, o passeio é muito agradável e bonito. Não recomendo para quem tem medo de altura, e aviso que as cabines chacoalham um pouco durante e a chegada e a saída de cada estação. Se duvida as melhores vistas (os percursos mais altos) ficam nas linhas vermelha e amarela.

Uma coisa engraçada é que as cabines do teleférico passam próximas às casas e quadras esportivas, então se ouve todo o ruído que as pessoas estão fazendo. É ótimo para os turistas, mas acho que tira um pouco da privacidade dos moradores.

Conversei com algumas pessoas enquanto estive dentro das cabines e elas me disseram que o teleférico é uma excelente opção de transporte para conectar as partes altas e baixas da cidade evitando o trânsito e bloqueios que eventualmente acontecem. No site do Mi Teleférico eu vi que mais 7 linhas estão em construção para atender a outras áreas da cidade. E durante o meu City Tour o guia me contou que esta ideia de transporte aéreo foi inspirada em Medellin, na Colômbia.

Linhas de teleférico já existentes e àquelas que estão em construção
Cada trecho (ida e volta) do teleférico custa 3 bolivianos, ou seja, para ir e voltar em uma das linhas você deve comprar 2 tickets (6 Bol). A empresa austríaca Doppelmayr, reconhecida mundialmente pela construção de teleféricos no mundo, é a responsável por eles. O teleférico boliviano é o sistema urbano de transporte mais alto do mundo, já que une as cidades de La Paz e El Alto, a 3.600 e 4.000 metros acima do nível do mar, respectivamente.
Depois do meu passeio de teleférico, voltei para o centro histórico e fui conhecer a Iglesia de San Francisco. É bem linda e preserva seu estilo barroco do século XVII. A visita é liberada mas não se pode tirar foto em seu interior.

Iglesia de San Francisco

Depois dessa manhã agitada comi no ICrepe, uma lanchonete na Calle Sagarnaga que me serviu um panini muito bom!

Panini no ICrepe

Às 14:30 em ponto o guia chegou ao meu hotel para começarmos o City Tour.

Começamos conhecendo o Valle de La Luna, parque arqueológico composto por formações rochosas que receberam este nome por se assemelharem a superfície da lua. O lugar é sensacional. A entrada custa 15 bolivianos e existem 2 trilhas que podem ser feitas lá: uma curtinha de 15 minutos e outra maior de 45 minutos. Sobre a área dizem que antigamente era um lago, e após este lago secar o vento e chuva começaram a moldar os sedimentos que lá estão, resultando nas estruturas que vemos hoje.

Entrada no Valle de La Luna
Velle de La Luna
Eu completamente apaixonada pelo lugar <3
Casamento no Valle de La Luna

A segunda parada do tour foi o Mirador Killi Killi, de onde tivemos uma vista espetacular! Além da linda vista da cidade e da montanha Illimami, um pedacinho da Cordilheira que está a 6400m, também pude conhecer um pouco mais sobre a história do lugar. Na época da colonização os Aymaras tentaram tomar o poder dos espanhóis e acabar com o regime de trabalho exploratório imposto por eles. Usaram como base militar o local onde está o mirador e cercaram os espanhóis no centro histórico por cerca de 90 dias. A esta altura os espanhóis já estavam quase morrendo de fome quando chegou o reforço vindo de outras áreas e capturaram o líder Aymara que comandou toda a ação. Ele foi esquartejado pelos espanhóis como exemplo aos Aymaras do que aconteceria com todos eles caso continuassem com as ameaças.

Mirador Killi-Killi e sua vista sensacional da cidade
Vista a partir do mirador Killi-Killi: a catedral em primeiro plano e a Iglesia de San Francisco logo atrás

O guia me contava durante o passeio que aqui em La Paz quanto mais baixo a pessoa mora, mais rica ela é; ou seja, as pessoas mais pobres são as que vivem nas encostas e nas partes mais altas.

Do mirador seguimos para a Plaza Murillo, que estava toda cercada por policias para evitar a invasão dos manifestantes. Outra coisa que o guia me contou é que La Paz só tem paz mesmo no nome, porque a cidade é alvo de protestos e manifestações ao longo de toda história.

Plaza Murillo
Na Plaza Murillo vimos a Catedral, a sede do governo e o Congresso, onde está o polêmico relógio invertido, instalado há uns 4 anos. Depois seguimos para a Igresia Santo Domingo, do século 17, que junto  com a Iglesia de San Francisco são as mais antigas da cidade. 

Plaza Murillo
Sede do governo, também conhecido como Palacio Quemado
Congresso: onde está o relógio invertido
Catedral
Seguimos o passeio para a Calle Jaen, uma super famosa em La Paz por preservar o estilo colonial até os dias de hoje. Nesta rua estão alguns interessantes museus (que estavam fechados porque era domingo) como o de instrumentos musicais e o de pedras preciosas.

Calle Jaen, homenagem à Don Apolinar Jaen
Calle Jaen e seu estilo colonial preservado

Seguimos então para o ultimo ponto do passeio, o Mercado de las Brujas. Este popular mercado localizado no Cerro Cumbre, em La Paz, atrai não somente os turistas, mas a população local que compra produtos necessários para os rituais e oferendas para a Pachamama (mãe terra). Neste mercado, além de artesanato, são encontrados animais dissecados, diferentes amuletos, poções para atrair amor, saúde, beleza, bens materiais, etc.

Amuleto da fortuna
Entrada de uma das lojas do Mercado de las Brujas
Lhamas dissecadas são utilizadas nas oferendas a Pacha Mama

Ao final do tour fui direto para o aeroporto e, para finalizar, escolhi o Xpress by Factory para comer um hambúrguer. Sério, foi um dos melhores hambúrgueres que comi nos últimos tempos! Recomendo demais este lugar para comer no aeroporto.

Xpress by Factory: amei o hamburguer de lá. Uma ótima opção no aeroporto El Alto 
Algumas das opções de hambúrgueres oferecidas
Esta bonito e gostoso 🙂

Depois dessa minha ida a La Paz e uma imersão maior na cultura boliviana, fiquei com vontade de conhecer Sucre, Potosi e o Lago Titicaca. Quem sabe ainda não tenho a oportunidade em 2016?

Espero que tenham gostando do roteiro e das histórias. Espero seu comentário na caixinha lá embaixo 😉

Até a próxima, pessoal.

Nat

Um passeio por La Rinconada – Santa Cruz de La Sierra, Bolívia

Por Natália Góes

Venho frequentemente à Santa Cruz de La Sierra há mais de um ano e só hoje fui conhecer La Rinconada, embora já estivesse de olho neste lugar há alguns meses. O lugar reúne um parque ecológico com mais de 400 espécies de plantas, complexo de recreação e restaurante, resultando em um lugar ideal para passear, relaxar e provar pratos típicos bolivianos em meio a opções mais tradicionais.

Laguna de La Rinconada

La Rinconada
La Rinconada

O ingresso que dá acesso à La Rinconada pode cobrir apenas um passeio pelo local, incluir o buffet no restaurante ou também incluir o acesso à várias piscinas que o local tem. No local também existe um pequeno aquário com variedade de peixes.

Uma das espécies do aquário
Restaurante em La Rinconada
Buffet de saladas
Buffet de pratos quentes

Bem no centro da área onde está o parque tem uma laguna cheia de carpas japonesas e vitórias régias, planta aquática típica da região amazônica que possui uma grande folha em forma de círculo e fica sobre a superfície da água. Estas vitórias-régias não são nativas de La Rinconada; foram trazidas em 2000 do departamento de Beni, na Bolívia, em 20 unidades que, após plantadas, apenas uma sobreviveu e produziu sementes que germinaram na primavera seguinte.

Mas não pense que a história das vitórias-régias começou apenas em 2000… o idealizador do lugar, Tonchi Ribeiro, viu pela primeira vez as vitórias-régias em uma viagem a Beni em 1984 e por elas se apaixonou. Foi quando decidiu criar um lugar em Santa Cruz para cultivá-las. Em 1999 se iniciaram as obras no local recém comprado e em 2000 a construção da laguna onde hoje elas estão. Uma bela história de amor a natureza e realização de um sonho. Toda esta história é contada no Museu da Hoja, que abriga a réplica da vitória-régia que atingiu 3,20 m de diâmetro em fevereiro de 2012, um recorde mundial.

Carpas japonesas na laguna
Laguna em La Rinconada
La Rinconada
Museu da Hoja e réplica da maior vitória-régia (3,20m), recorde mundial
Réplica da maior vitória-régia

Durante a minha visita as vitórias-régias estavam bem pequenas. Elas atingem seu maior tamanho no verão, e para vê-las grandes o indicado é visitar o parque no mês de janeiro.

Vitórias-régias ainda pequenas na laguna

O parque infantil é uma graça! Além dos brinquedos serem em forma de animais, também tem os gigantes verdes, que são grandes rostos feitos de plantas localizados na parte de trás do parque. Simplesmente lindo!

Parque infantil: destaque para as gangorras de sapo e para as faces de vegetação ao fundo
Um dos gigantes verdes
Mais alguns gigantes verdes
Os gigantes verdes que faltavam

As piscinas interligadas por pontes e tobogãs também são um charme! Tem piscinas de diferentes profundidades (sempre indicadas próximas às mesmas) para atender a todo tipo de público.

Uma das piscinas de La Rinconada
Acesso à piscina
Piscina infantil
Mais uma de parte da piscina
Definitivamente eu amei este lugar e já estou louca para voltar no verão! Espero que tenham gostado deste passeio.

Localização:

La Rinconada Restaurante Campestre
Km. 7 Camino a Porongo
Santa Cruz, Bolívia
Tel: (591+3) 322-1622


Valores e combinações das atrações em 18/06/2016

Até a próxima!

Natália
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